Avaliação de bebês de risco objetiva bem-estar

Universidade do Sagrado Coração
03/11/2003

A terapia ocupacional deve acompanhar os primeiros meses dos bebês de risco; avaliação pode amenizar e solucionar seqüelas

Comentário SACI: Matéria publicada em 14 de agosto de 2003.

Ester Parreira

BAURU/SP - Prevenir. Esta é a palavra chave dos profissionais da Terapia Ocupacional (TO), problemas adquiridos durante a gestação, parto e primeiros meses de vida do bebê podem ser amenizados e até mesmo solucionados através de técnicas de avaliação, diagnóstico e tratamento precoce, é o que afirma a terapeuta ocupacional dra. Vitória Steinberg. Ela esteve na USC, durante uma semana e transmitiu para um grupo de alunos e profissionais, técnicas do método desenvolvido pelo doutor Juércio Samarão Brandão, terapeuta pioneiro na área de desenvolvimento neuropsicomotor em bebês de risco.

Vitória conta que trabalhou ao lado de Samarão Brandão, período em que desenvolveu técnicas de prevenção em cinco hospitais públicos do Rio de Janeiro, trabalho que ainda desempenha. O método Samarão Brandão possibilita a avaliação precoce de problemas adquiridos no período pré, pério e pós-natal. "Lesões no sistema nervoso e cerebral devem ser diagnosticadas nos primeiros meses de vida, a fim de prevenir seqüelas futuras e este é o objetivo do método", afirma.

O curso foi ministrado na Clínica de TO da USC e abordou conteúdos teóricos e práticos, o próximo módulo será realizado no próximo período de férias. Segundo Vitória, os profissionais de TO têm que identificar alterações nos bebês de risco, pois terão que aplicar com segurança terapias que levem seu desenvolvimento a normalidade ou o mais próximo dela possível. "O tratamento precoce pode solucionar os problemas sensório, perceptivos e motores da criança. Daí a importância de uma Universidade transmitir para seus alunos este método. O próximo passo é levar os estudantes para uma Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal, para desenvolver a percepção de alterações em cada um", frisa.


Bebê de risco

São os médicos ginecologistas e obstetras que definem se o bebê possui um quadro de risco. Vitória explica que para se definir uma criança como bebê de risco, ela deve passar por uma dessas situações: ser filho de mãe portadora de diabetes, hipertensão arterial e de mulheres que sofrem hemorragias, viroses durante a gravidez. Bebês que enfrentam dificuldades no parto, como, falta de oxigenação, pressão alta e demora para o nascimento também podem adquirir problemas neuropsicomotores.

Segundo a terapeuta, meningites, encefalites, icterícias nos primeiros meses do bebê também são fatores de risco que determinam um encaminhamento para o terapeuta ocupacional e para outros profissionais da saúde, como fonoaudiólogos e fisioterapeutas. "São estas alterações que devem fazer com que a família do bebê o leve até um TO, pois algumas alterações são imperceptíveis aos que desconhecem o método de avaliação precoce", salienta.

O tratamento precoce de bebês de risco pode corrigir problemas de postura, equilíbrio e sensoriais, necessários para que haja um desenvolvimento conjunto da idade cronológica e motora, diz Vitória. Outra etapa do tratamento é a orientação familiar, pois o bebê de risco deve ser tratado não só na clínica de TO, mas também em sua casa. "O TO pode ensinar terapias que serão desenvolvidas pelas mamães e pelas pessoas que cuidam da criança, na hora do banho, da papinha e até mesmo na hora de dormir", descreve.

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