Escola Licínio Monteiro e Pestalozzi realiza mesa-redonda e cobra avanços na inclusão de deficientes

BBC News
Várzea Grande, 24/06/2010

"O processo de Inclusão, Desafios, Avanços e Perspectivas, visando a efetivação de políticas públicas" foi o tema da mesa-redonda ocorrida no último dia 10

Comentário SACI: Data da notícia: 14/06/2010

Da redação

A mudança no modo de tratar pessoas com deficiência, já tidas inclusive como incapazes, e a compreensão de que a sociedade deve buscar meios de facilitar as suas vidas foram passos fundamentais para a inclusão desses brasileiros, mas resta o desafio de fazer com que a inclusão seja de fato alcançada. Esse ponto de vista foi apresentado pelos participantes da mesa-redonda "O processo de Inclusão, Desafios, Avanços e Perspectivas,visando a efetivação de políticas públicas", realizado dia 10/06/10 na escola Licínio Monteiro. Ao participar da mesa-redonda, como mediadora a professora Sebastiana Almeida afirmou que a legislação em vigor no País dá sustentação para caminhar no sentido de inclusão das pessoas com deficiência, mas disse que é preciso que cada município, cada estado e a União assumam parcelas de responsabilidade para que os avanços ocorram. A professora lembrou, por exemplo, que há um grande número de pessoas com deficiência sem acesso ao sistema educacional.


Universalização

"A grande maioria das pessoas com deficiência, principalmente as com deficiência mais severa, não está sendo atingida pelas políticas públicas", reforçou o vereador Toninho do Gloria líder da bancada do (PV-VG), que participou do debate. Ele enfatizou a necessidade de uma política forte, nacional, de universalização do atendimento às pessoas com deficiência. "Precisamos vê-las incluídas; motivadas a participar dessa sociedade que queremos construir, mais participativa, mais includente, mais plural", defendeu.

Para Maria Ferreira, que é presidente da Pestalozzi, instituições como essas podem continuar preenchendo lacunas que o Estado não tem como preencher de imediato satisfatoriamente. As pestalozzi mantêm, por exemplo, uma rede de escolas especiais que recebem pessoas com deficiência. Maria Ferreira defendeu a manutenção das escolas especiais para atender a um público com alto comprometimento, que necessita de atenção individualizada. "A inclusão, por ser processual, não será feita de forma irrestrita e 100% a todas as pessoas", avaliou. No entanto, a seu ver, as escolas especiais não podem ficar à margem do sistema educacional.


Equilíbrio

Toninho do Gloria manifestou a expectativa de que a Câmara e as entidades que defendem os direitos das pessoas com deficiência possam dar exemplos à sociedade em relação à inclusão. Toninho do Gloria lembrou que a Casa foi pioneira entre os órgãos públicos em analisar o projeto de lei em tramitação, cirando o fórum permanente de defesa aos direitos das pessoas com deficiência no âmbito da câmara municipal.

O vereador Toninho do Gloria (PV-MT) informou que irá apresentar ainda projeto de lei propondo a criação Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas com Deficiência. Segundo ele, a idéia é ter mais uma ferramenta na luta pela inclusão social das pessoas com deficiência. Ele explicou que a frente deverá ter "uma atividade proativa" em relação aos projetos de interesse desse público em andamento na Câmara e influência nas discussões do orçamento de modo a assegurar os recursos necessários para garantir os direitos previstos na legislação.


Breve Histórico do processo de inclusão no CEJA Licínio Monteiro

Conforme a Política Nacional de Educação, os alunos com necessidades educacionais especiais deverão ter um atendimento educacional no âmbito do Ensino Regular , bem como os encaminhamentos necessários quanto as ações integradoras: Educação, Saúde e Trabalho, efetivando assim o exercício da cidadania.


Parceria: CEJA Licínio X Pestalozzi

> 2008 - 35 alunos com Deficiência Intelectual, advindos da Associação Pestalozzi de Várzea Grande foram inclusos no CEJA Licínio Monteiro da Silva, sendo atendidos por 02 Professoras da Pestalozzi;

> 2009: 45 alunos , advindos da Pestalozzi, CHP e Escola Municipal Honorato Pedroso de Barros (sendo 08 com deficiência auditiva);

Obs: Eram 03 professores;
Implantação de 03 Salas de Recursos;
Não tivemos intérpretes, por falta de profissionais.
Progressão acadêmica: 04 alunos com D.I, foram para o II Segmento/1ª Fase;
Alunos da 1ª fase foram para a II fase;
Encaminhamentos: Oftalmologista, Neurologista,Psiquiatra,Ortopedista
Psicólogo, Fisioterapeuta, Fonoaudiologia e Mercado de trabalho, através de parcerias.

> 2010: aproximadamente 85 alunos:

- Aumento das salas de aula: 1ª fase: A,B,C, II , Fase: A e III Fase: A, B;
- 05 Intérpretes;
- 05 Salas de Recursos;
- Formação de Professores: Libras (estendido a todos os funcionários);
- Encaminhamento ao CASIES, Professores do I e II Segmento para cursos sobre Transtornos do desenvolvimento e Superdotação.
- Encaminhamento ao CASIES, Professores do I e II Segmento na área de Transtornos e 03 Profesores do I Segmento na área da Superdotação;
- Grupo de Estudo na área, inclusive dos intérpretes;
- Estudo de caso, encerramento do I Trimestre, sendo promovido 0l aluno para o II Segmento, encaminhamentos diversos.

Encaminhamentos:
> Desenvolvimento de Projetos;
> Encaminhamento dos alunos para cursos profissionalizantes;
> Formação continuada aos profissionais da educação;
> Parcerias.

* Funcionamento do Conselho da Pessoa com Deficiência em VG.

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